SÉ CATEDRAL DO FUNCHAL

Arquitectura no século XV e XVI

 

Estilo Manuelino

 

 

 

    "A Sé Catedral do Funchal é uma basílica com o frontespício em cantaria do Cabo Girão e alvenaria. Nele encontramos um portal gótico com várias arquivoltas encimadas pelas armas de Portugal, uma rosácea e uma Cruz da Ordem de Cristo. No lado Norte da cabeceira, destaca-se a torre, construída também em cantaria e alvenaria e o coruchéu revestido de azulejos do último quartel do século XVI e princípios do século XVII. Na cabeceira podem-se observar contrafortes de andares, coroados por uma varanda de pedra cuja grilhagem tem, como motivos decorativos, pirâmides, pináculos e a Cruz da Ordem de Cristo".

SÉ DO FUNCHAL

 

    Naves, Rosácea, Tecto 

 

 

   "O corpo da Sé do Funchal está dividido em três naves. A central, mais alta que as laterais liga-se com estas por dez arcos góticos e com a cabeceira da catedral, cortando o transepto por meio de dois arcos mais altos e mais largos que os restantes.

    É iluminada por uma artística rosácea situada sobre a porta principal, por um óculo aberto sobre o arco triunfal da capela-mor e por oito frestas manuelinas.

    Um riquíssimo tecto de cedro da ilha e inscrustações de gesso, cobre as naves e o transepto. No tecto da nave central encontra-se um tracejado de linhas rectas formando figuras geométricas, enriquecido por rosetas e pingentes dourados. ao longo das paredes, no remate do tecto, há um rico friso pintado e emoldurado por duas cordas."

 

AÇÚCAR DA MADEIRA

 

 FLANDRES, ARTE FLAMENGA 

 

 

                                 "Portugal mantinha uma grande feituria na Flandres com sedes principais em Bruges e em Antuérpia.

 

Por intermédio dela mantinha activo o comércio entre o reino e os países do Norte da Europa.

 

    Dos produtos comerciados, destaca-se o açúcar Madeirense, nos fins do século XV e no século XVI, por ser muito apreciado e bem cotado nos mercados europeus. A grande produção e exportação de açúcar para a Flandres trouxe à ilha uma excelente colecção de pinturas dos melhores artistas flamengos.

 

    Os reis, os donatários, os nobres portugueses e estrangeiros fizeram encomendas de pinturas trocando-as directamente por açúcar, para ornamentar os palácios, as residências, as igrejas e os conventos onde muitos deles viveram ou foram sepultados."


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